terça-feira, 6 de maio de 2008

Caminhada

Noite escura, noite fria

Passos lentos, voz tardia

Versos simples sem razão

Rumo ao sol da escuridão

Chuva forte, chuva minha

Lágrimas escorrem dos meus olhos

E corrói meu coração

Tudo é nada, falta luta , e a liberdade

Pode ser coisa de ilusão

Só há regras sem perdão

Ter trabalho, ter dinheiro, ter uma mansão

Essa tal felicidade que destrói os nossos irmãos

Desigualdade, injustiça, falta de opção

E a fome corrói as engrenagens do corpo

marcado por essa prisão

Cadê a fonte de luz das estrelas, que continuam brilhando, apesar das tempestades ?

Ainda que o calor seja intenso, o suor é frio

No silêncio vazio que precede os gritos habita o temor das atrocidades

Há muitas coisas para se sentir , mas só uma para ser feliz ... você o que vai dizer ?

O que você está procurando na chuva ?

Fênix

Dores intensas no inconsciente

Fortes espinhos furam o cérebro de um indigente

A lágrima quente no rosto marcado

Pelas garras quebradas de um fuzilado

Fracassado pela fórmula do sonho egoísta de um condenado


Dos escombros se levanta a fênix da promessa de salvação

Com passos arrastados pela dor

Luta contra a criatura das armas escuras

Com a esperança de vitória no coração


Vozes ecoam pelas fendas da mente

Chegam às cordas da laringe

Num silvo desesperado de serpente

Prestes a atacar quem ousar se aproximar


As asas da fênix foram quebradas

Mas suas pernas vão lhe sustentar

Por onde tudo é sem apoio, sem destino

Vê caindo da mão de um menino

Um punhal com a lâmina a brilhar

Se esforçando para que o choro demente

Lave o solo do sangue inocente

E se entregue para se salvar

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Diários de Motocicleta


Achei interessante o filme quando assisti e recomendo pois a temática é bem atual e representa uma visão bem comum entre as pessoas. Que muitas vezes esquecem que existe um outro mundo, mais além do que elas podem enxergar pela própria janela. E que o socialismo talvez não seja uma utopia.
Che Guevara era um jovem estudante de Medicana que, em 1952, decide viajar pela América do Sul com seu amigo Alberto Granado. A viagem é realizada em uma moto, que acaba quebrando após 8 meses. Eles então passam a seguir viagem através de caronas e caminhadas, sempre conhecendo novos lugares. Porém, quando chegam a Machu Pichu, a dupla conhece uma colônia de leprosos e passam a questionar a validade do progresso econômico da região, que privilegia apenas uma pequena parte da população.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Caminhos

Bem começo a caminhar por entre os abismos da minha mente e me deparo com pontes e rios infinitos , pelo qual posso imaginar a imensidão e ao mesmo tempo a solidão no qual vivem. Sempre me deparo com uma imagem semelhante a essa num dos muitos devaneios pelo qual me vejo absorvido em diversos momentos . Fico a pensar , as vezes sem pensar, nas coisas que na verdade não são coisas ... São só miragens de realidades que não enxergamos , pois a visão humana é embaçada demais por sua origem para entender ou aceitar uma nova concepção de uma nova realidade , serei eu louco? insano ? um sujeito vagabundo que vagueia pelo mundo sem ter onde chegar ?
Para amenizar a dor que os meus olhos não conseguem ver .. arrasto as correntes que me impedem de correr para longe , onde não haja mais sofrimento, desamor , falta de caráter , onde todas as pessoas são realmente livres e não precisam se humilhar por um pedaço de pão ou um abraço de irmão, quero poder ouvir mais sorrisos e menos prantos abafados pela agonia de saber que é livre , porém sentir-se um exilado de si mesmo ....... sentar na areia da praia ou no alto de uma montanha e poder contemplar a natureza sem que a lágrima não escorra do canto dos olhos ..... e não mais pensar que a paz é uma mera utopia , pois quando estou diante da natureza , a magia e beleza me enchem de força para continuar a caminhar e vencer o visível e acreditar que possa existir uma nova fronteira para a real existência.